Apanijé não significa assassinato, como muitas pessoas julgam sobre os rituais sagrados da nossa Religião Africana. Grande parte de outras religiões utilizavam sacrifícios no sentido de expiação. Como na crença africana não existe o pecado, não tem o que expiar.A exemplo dos cristãos, desde o sacrifício maior que foi a morte de Jusus Cristo em favor da humanidade, não se fazem mais sacrifícios de expiação. Isso não faz sentido algum para os africanos e seus descendentes pelo motivo que se segue:
Para os Orixás o sangue é de importância vital por estar ligado a fertilidade, a concepção, ao nascimento, enfim a todos os ciclos da vida. Ninguém vive sem sangue e sem ele não há Axé(força vital). A morte do animal e seu sangue derramado são condições para que a vida continue. Todos tem que se alimentar para viver e este alimento, seja de origem animal ou vegetal, será sacrificado antes. Ninguém como uma ave inteira viva, um boi ou em peixe que seja. Os vegetais , a partir do momento que são arrancados de suas raízes morrem. Então que mal há em dar sentido religioso a um ato tão normal para a sobrevivência humana?
Todo animal sacrificado na Religião Africana é despojado de suas partes vitais, que logo são oferecidas aos Orixás:
coração, figado, testílos, sangue e etc. E a carne é preparada servindo de alimento para as pessoas. Temos outras culturas que agem da mesma forma, como mulçulmanos e judeus, que só consomem carne de animais abatidos conforma seus preceitos.
Não sacrifícamos humanos. Amamos nossos Orixás com suas qualidades e defeitos. Para a Religião Africana tudo o que a natureza produz é sangue, é Axé. Utilizamos vários tipos de sangue para formar o Axé, visando acumular, ampliar e distribuir o mesmo, que é essencial para a sobrevivência humana.
SANGUE
Ele divide-se em três cetegorias: o vermelho, o preto e o branco.
Sangue vermelho: é encontrado no fluxo menstrual, no sangue humano e animal. No Reino Vegetal temos o mel extraído das flores através das abelhas, e o azeite de dendê, por exemplo. Já no Reino Mineral encontramos presente nos metais como o cobre e o bronze. Este sangue está relacionado ao fogo, ao movimento, a coisas quentes, por isso temos Bará, Xangô e Iansã respondendo nesta força da natureza e exigindo assim quantidade maior destes elementos.
O sangue preto é encontrado no Reino Mineral no carvão e no ferro. A cor verde e azul são variações da cor preta, por isso encontramos suas fontes nas folhas e cascas de árvores. A associação do preto é com a terra a nesta força da natureza temos respondendo, entre outros, os Orixás Ogum, Odé, Ossain e Xapanã.
O sangue Branco encontra-se no sêmem, na saliva, no hálito, nas secreções e no plasma. Isso, no Reino Animal, temos como exemplo o caracol. No lado Vegetal, temos o sumo de plantas leitosas, bebidas extraídas de palmeiras e outros vegetais. Ainda neste Reino se produz a banha conhecida como "banha de ori", na parte mineral temos a prata, o chumbo e o sal, não esquecendo que temos ainda a água do mar.
Como podemos observar, não é só de apanijé que constituimos o Axé e sim de um conjunto de vários elementos da natureza, que produzindo os sangues vermelho, preto e branco, assim, nos possibilitando utilizar o Axé para aumentar, acumular e fortalecer o poder dos Orixás, garantindo a sobrevivência Humana.
Não tenho um caminho novo a lhes oferecer o que tenho a lhes dar é um novo jeito de caminhar. Feliz é aquele que ensina o que sabe e não se fecha para novos aprendizados. Babalorixá Sergio Tadeu D'Ogum
sexta-feira, 20 de maio de 2011
quinta-feira, 19 de maio de 2011
A Quimbanda e sua Magia
Falar sobre Exu sempre vai gerar controvérsia, por mais conhecimento que se possa ter.
Exu, como nós o conhecemos, pode ser tratado como uma entidade em evolução, que trabalha para o bem ou para o mal, um guardião dedicado em alcançar o que seus médiuns precisam; mas para aqueles que estudam e realmente se importam com a verdadeira representação da Quimbanda, a função real de cada uma dessas entidades maravilhosas é cuidar daquele médium, fazer com que ele entenda a sua importância, a grandiosidade que é esta força. Infelizmente, o que mais temos visto , é que esses médiuns usam esta força, maravilhosa única e exclusivamente para exacerbar sua vaidade pessoal a nível de poder, de visual, de shows pirotécnicos, que na realidade não tem nada a ver com a representação desta energia.
Não é com o intuito de dizer que se é mais ou que se sabe menos, mas como já disse antes, essa força de Quimbanda, força de Exu, está acima de qualquer coisa. Por isso, gostaria de salientar a todos aqueles que se intessam, que querem fazer alguma coisa, que direcionem esta energia para algo bom na sua vida.
Exu não come nada podre, pelo contrário, ele gosta de ganhar o que há de melhor. Exu não usa álcool indevidamente, o usa única e exclusivamente para fazer o seu trabalho; o fumo a mesma coisa. O restante que temos visto nada mais é do que pura irresponsabilidade daqueles que o dizem ter.
Eu não vou polemizar no sentido de chamar essas entidades disso ou daquilo, na realidade, nós que temos a preocupação em buscar a verdade da religião, em descobrir alguma coisa sólida para que possamos aprender, mesmo que seja através de nossos própios erros, quero lembrar e afirmar que nada é mais importante, dinâmico, forte e soberbo do que essa energia, que serve para mostrar nossa capacidade e nossa melhora, mas, se isto não acontecer, mais cedo ou mais tarde essa mesma força irá mostrar quem realmente somos para a comunidade e, através desta mostragem, temos o direito e o livre-árbitrio de mudar ou não. Aí volto a dizer, o que temos visto é que muitas pessoas, mesmo com este aprendizado, insistem em denegrir a função da religião, em denegrir a força de Exu, nosso grande mensageiro.
As vezes fico sem palavras e impotente quando visualizo as coisas que acontecem, e a minha casa não é diferente disso, mas nós, com Sacerdotes que somos, preocupados com a beleza que a religião nos mostra, temos que bater nesta tecla e não desistir nunca, orientar o máximo possível, mostrar constantemente que não se precisa, em respeito à outros, fazer despachos, mesas e sacrifícios de bichos de duas ou de quatro patas e arriá-los nos cruzeiros, na rua.
Eu pergunto para esses Sacerdotes, para esses Diretores Espirituais, sei lá como queiram ser chamados, o que existe na sua casinha de Exu? Não seria ali o seu grande cruzeiro, a sua grande porta de entrada, de ascensão dos seus trabalhos? As suas funções nos fundos, não seria ali a sua grande calunga, ou pelo menos a entrada? Então, por que invadir as encruzilhadas? Será que não teem competência para fazerem os seus feitiços sem precisarem que as pessoas sintam medo disso? Na verdade isso me assusta bastante, porque pela incompetência e irresponsabilidade de alguns Sacerdotes, Diretores Espirituais, só resta o visual, porque na função astral, na função do fundamento, já não existe absolutamente nada.
Então eu clamo a todos os meus irmãos de fé que meditem sobre as suas coisas e comecem a fazer o que de melhor a nossa religião tem, os nossos fundamentos. Que as suas coisas, seus trabalhos, seus arriamentos sejam feitos dentro dos seus endereços, respeitando a todos, e as outra religiões também.
Muitos irão pensar quando estiverem lendo este relato, que as outras religiões não nos repeitam. Quero só lembrá-los que se eles não nos repeitam, não temos que nos rebaixar a eles, se vemos as coisas erradas que eles fazem, temos sim é que dar o exemplo continuamente, é isso que essas entidades, força de Quimbanda, nos demonstram constantemente, estando junto de nós, nos protegendo, nos amparando, nos dando condições a cada dia de progredir; só não entende quem não quer e aquelas pessoas ignorantes que acham que isso é poder, digo que tudo tem volta, e a função de Quimbanda, por ser uma força telúrica, muito ligada a terra e muito ligada as nossas coisas pessoais, a cobrança vem mais rápido em cima dos atos.
Não é o Exu que cobra, é simplesmente a nossa atitude, a força, a energia que nós imprimimos na realização de alguma coisa ou o nosso próprio ato. Aquilo queaqui fazemos, aqui recebemos.
Costumo falar para aqueles que questionam isso comigo, muitas vezes, quando faço alguma coisa errada e eu sofro as consequências disto, eu até suporto mas eventualmente, sabemos por experiência, que não é isso que acontece, quem paga são as pessoas que mais amamos.
\Então, lembrem que quando forem fazer alguma coisa errada em nome desta força, em nome deste povo, respeitem, porque só quem respeita pode exigir respeito dos outros.
Exu, como nós o conhecemos, pode ser tratado como uma entidade em evolução, que trabalha para o bem ou para o mal, um guardião dedicado em alcançar o que seus médiuns precisam; mas para aqueles que estudam e realmente se importam com a verdadeira representação da Quimbanda, a função real de cada uma dessas entidades maravilhosas é cuidar daquele médium, fazer com que ele entenda a sua importância, a grandiosidade que é esta força. Infelizmente, o que mais temos visto , é que esses médiuns usam esta força, maravilhosa única e exclusivamente para exacerbar sua vaidade pessoal a nível de poder, de visual, de shows pirotécnicos, que na realidade não tem nada a ver com a representação desta energia.
Não é com o intuito de dizer que se é mais ou que se sabe menos, mas como já disse antes, essa força de Quimbanda, força de Exu, está acima de qualquer coisa. Por isso, gostaria de salientar a todos aqueles que se intessam, que querem fazer alguma coisa, que direcionem esta energia para algo bom na sua vida.
Exu não come nada podre, pelo contrário, ele gosta de ganhar o que há de melhor. Exu não usa álcool indevidamente, o usa única e exclusivamente para fazer o seu trabalho; o fumo a mesma coisa. O restante que temos visto nada mais é do que pura irresponsabilidade daqueles que o dizem ter.
Eu não vou polemizar no sentido de chamar essas entidades disso ou daquilo, na realidade, nós que temos a preocupação em buscar a verdade da religião, em descobrir alguma coisa sólida para que possamos aprender, mesmo que seja através de nossos própios erros, quero lembrar e afirmar que nada é mais importante, dinâmico, forte e soberbo do que essa energia, que serve para mostrar nossa capacidade e nossa melhora, mas, se isto não acontecer, mais cedo ou mais tarde essa mesma força irá mostrar quem realmente somos para a comunidade e, através desta mostragem, temos o direito e o livre-árbitrio de mudar ou não. Aí volto a dizer, o que temos visto é que muitas pessoas, mesmo com este aprendizado, insistem em denegrir a função da religião, em denegrir a força de Exu, nosso grande mensageiro.
As vezes fico sem palavras e impotente quando visualizo as coisas que acontecem, e a minha casa não é diferente disso, mas nós, com Sacerdotes que somos, preocupados com a beleza que a religião nos mostra, temos que bater nesta tecla e não desistir nunca, orientar o máximo possível, mostrar constantemente que não se precisa, em respeito à outros, fazer despachos, mesas e sacrifícios de bichos de duas ou de quatro patas e arriá-los nos cruzeiros, na rua.
Eu pergunto para esses Sacerdotes, para esses Diretores Espirituais, sei lá como queiram ser chamados, o que existe na sua casinha de Exu? Não seria ali o seu grande cruzeiro, a sua grande porta de entrada, de ascensão dos seus trabalhos? As suas funções nos fundos, não seria ali a sua grande calunga, ou pelo menos a entrada? Então, por que invadir as encruzilhadas? Será que não teem competência para fazerem os seus feitiços sem precisarem que as pessoas sintam medo disso? Na verdade isso me assusta bastante, porque pela incompetência e irresponsabilidade de alguns Sacerdotes, Diretores Espirituais, só resta o visual, porque na função astral, na função do fundamento, já não existe absolutamente nada.
Então eu clamo a todos os meus irmãos de fé que meditem sobre as suas coisas e comecem a fazer o que de melhor a nossa religião tem, os nossos fundamentos. Que as suas coisas, seus trabalhos, seus arriamentos sejam feitos dentro dos seus endereços, respeitando a todos, e as outra religiões também.
Muitos irão pensar quando estiverem lendo este relato, que as outras religiões não nos repeitam. Quero só lembrá-los que se eles não nos repeitam, não temos que nos rebaixar a eles, se vemos as coisas erradas que eles fazem, temos sim é que dar o exemplo continuamente, é isso que essas entidades, força de Quimbanda, nos demonstram constantemente, estando junto de nós, nos protegendo, nos amparando, nos dando condições a cada dia de progredir; só não entende quem não quer e aquelas pessoas ignorantes que acham que isso é poder, digo que tudo tem volta, e a função de Quimbanda, por ser uma força telúrica, muito ligada a terra e muito ligada as nossas coisas pessoais, a cobrança vem mais rápido em cima dos atos.
Não é o Exu que cobra, é simplesmente a nossa atitude, a força, a energia que nós imprimimos na realização de alguma coisa ou o nosso próprio ato. Aquilo queaqui fazemos, aqui recebemos.
Costumo falar para aqueles que questionam isso comigo, muitas vezes, quando faço alguma coisa errada e eu sofro as consequências disto, eu até suporto mas eventualmente, sabemos por experiência, que não é isso que acontece, quem paga são as pessoas que mais amamos.
\Então, lembrem que quando forem fazer alguma coisa errada em nome desta força, em nome deste povo, respeitem, porque só quem respeita pode exigir respeito dos outros.
A Menstruação
Desde muito cedo, tão logo iniciam sua vida religiosa no africanismo, as mulherem são orientadas por seus zeladores e zeladoras de Santo que não devem participar de rituais e nunca adentrarem os locais considerados sagrados quando menstruadas.
Para o leigo, esta restrição pode parecer apenas mais um tabu ou simples preconceito cultural de nossa sociedade. No entanto, sob a ótica religiosa, e de acordo com a visão de mundo do povo africano, ela se constitui num verdadeiro preceito.
Para entender o motivo desta restrição, é necessário compreender o que o sangue vermelho representa e qual o seu papel dentro da religião africana.
De acordo com a crença religiosa de culto a Orixás, estão presentes na constituição do sangue vermelho dos animais vivos os quatro elementais básico da natureza, utilizados por Olorum(o Deus supremo) na criação de tudo aquilo que existe nos reinos animal, vegetal e mineral. Estes elementais, também conhecidos como fluídos da natureza, são representados pela terra(presente no sangue vermelho animal sob a forma de minerais), o fogo( a temperatura que indica o estado vivente dos animais), a água(o principal meio condutor das moléculas que compõe o sangue) e o ar(representado pelo oxigênio, que mantém vivas as células).
Devido a combinação perfeita dos quatro elementais existentes em sua formação o sangue vermelho animal se constitui num dos principais fixadores e revitalizadores do axé, que representa a força dinâmica das divindades e seus respectivos poderes de realização.
Portanto, ao utilizar o sangue vermelho animal nos rituais(e é bom salientar que na religião africana se utiliza o sangue de aves e quadrúpedes, cuja carne serve de alimento para toda a comunidade), pretende-se, através do encantamento e da magia, estimular o dever das coisas e propagar a força do axé para os indivíduos que fazem parte da comunidade religiosa ou que dela se utilizam
Embora na grande maioria dos casos o sangue atue como elemento positivo no processo de fixação do axé, existem ocasiões em que ele atua como alemento de força negativa.
Como sabemos, durante o seu período fértil, o ovário da mulher libera mensalmente um ovócito, que percorre a trompa de falópio na expectativa de ser fecundado. Se o for, irá se tranformar em óvulo, fixando-se na parede do útero e dando início à uma nova vida. Não sendo fecundado, o ovócito morre e o tecido da parede do útero, que concentra uma enorme quantidade de vasos sanguíneos, será expelido sob a forma de sangue, juntamente com o ovócito morto, anunciando o fim do ciclo que se preparava para dar vida a um novo ser.
Como se vê, o sangue da menstruação não vem para anuciar uma vida(força positiva), mas indica, exclusivamente, a interrupção de um ciclo, o seu fim, a sua morte, (força negativa).
Popularmente, diz-se que, quando menstruada, a mulher fica de corpo aberto, o que é pura verdade. Por estar carregando um sangue com enorme quantidade de energia negativa - conhecido como o sangue da morte pelos africanos - as mulheres ficam muito mais vulneráveis nestes períodos, não devendo participar de qualquer ritual, sob a hipótese de torná-lo contrário ao seu propósito.
Outra questão muito comentada no meio religioso é aquela que proíbe que mulheres menstruadas entrem na casa de Bará ou que mexam em suas coisas, sob o risco de promover a sua ira. Isto se explica pelo fato de que a energia que as mulheres carregam nestes períodos é antagônica a pruduzida por Bará, grande concentrador da força positiva que impulsiona a criação e que também é responsável por sua dinâmica e expanção. Em outras palavras, estas energias acabam se conflitando, ocasionado na mulher uma brusca redução de suas forças, podendo levá-la à um estado de completa prostação.
Para o leigo, esta restrição pode parecer apenas mais um tabu ou simples preconceito cultural de nossa sociedade. No entanto, sob a ótica religiosa, e de acordo com a visão de mundo do povo africano, ela se constitui num verdadeiro preceito.
Para entender o motivo desta restrição, é necessário compreender o que o sangue vermelho representa e qual o seu papel dentro da religião africana.
De acordo com a crença religiosa de culto a Orixás, estão presentes na constituição do sangue vermelho dos animais vivos os quatro elementais básico da natureza, utilizados por Olorum(o Deus supremo) na criação de tudo aquilo que existe nos reinos animal, vegetal e mineral. Estes elementais, também conhecidos como fluídos da natureza, são representados pela terra(presente no sangue vermelho animal sob a forma de minerais), o fogo( a temperatura que indica o estado vivente dos animais), a água(o principal meio condutor das moléculas que compõe o sangue) e o ar(representado pelo oxigênio, que mantém vivas as células).
Devido a combinação perfeita dos quatro elementais existentes em sua formação o sangue vermelho animal se constitui num dos principais fixadores e revitalizadores do axé, que representa a força dinâmica das divindades e seus respectivos poderes de realização.
Portanto, ao utilizar o sangue vermelho animal nos rituais(e é bom salientar que na religião africana se utiliza o sangue de aves e quadrúpedes, cuja carne serve de alimento para toda a comunidade), pretende-se, através do encantamento e da magia, estimular o dever das coisas e propagar a força do axé para os indivíduos que fazem parte da comunidade religiosa ou que dela se utilizam
Embora na grande maioria dos casos o sangue atue como elemento positivo no processo de fixação do axé, existem ocasiões em que ele atua como alemento de força negativa.
Como sabemos, durante o seu período fértil, o ovário da mulher libera mensalmente um ovócito, que percorre a trompa de falópio na expectativa de ser fecundado. Se o for, irá se tranformar em óvulo, fixando-se na parede do útero e dando início à uma nova vida. Não sendo fecundado, o ovócito morre e o tecido da parede do útero, que concentra uma enorme quantidade de vasos sanguíneos, será expelido sob a forma de sangue, juntamente com o ovócito morto, anunciando o fim do ciclo que se preparava para dar vida a um novo ser.
Como se vê, o sangue da menstruação não vem para anuciar uma vida(força positiva), mas indica, exclusivamente, a interrupção de um ciclo, o seu fim, a sua morte, (força negativa).
Popularmente, diz-se que, quando menstruada, a mulher fica de corpo aberto, o que é pura verdade. Por estar carregando um sangue com enorme quantidade de energia negativa - conhecido como o sangue da morte pelos africanos - as mulheres ficam muito mais vulneráveis nestes períodos, não devendo participar de qualquer ritual, sob a hipótese de torná-lo contrário ao seu propósito.
Outra questão muito comentada no meio religioso é aquela que proíbe que mulheres menstruadas entrem na casa de Bará ou que mexam em suas coisas, sob o risco de promover a sua ira. Isto se explica pelo fato de que a energia que as mulheres carregam nestes períodos é antagônica a pruduzida por Bará, grande concentrador da força positiva que impulsiona a criação e que também é responsável por sua dinâmica e expanção. Em outras palavras, estas energias acabam se conflitando, ocasionado na mulher uma brusca redução de suas forças, podendo levá-la à um estado de completa prostação.
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