quarta-feira, 8 de junho de 2011

A Caridade na Umbanda

   Em primeiro lugar, quero agradecer a todos a oportunidade de estar neste espaço para falar sobre a Umbanda, esse universo que tem como eixo principal, a meu ver, a caridade.
   Sempre que penso na religião Umbanda, a primeira lembrança que me vem é um conceito de Alan Kardec que diz:"A caridade é a alma do espiritismo. Ela resume todos os deveres do homem para consigo mesmo e para com seus semelhantes; é por   isso que se pode dizer que não há verdadeiro espírita sem caridade". Interpreto esse conceito dizendo que a caridade deve ser a alma das religiões, ou seja, não há verdadeira religião sem caridade. Com isso, quero enfatizar que a caridade é o alicerce, a base de todas as religiões que cultuamos, seja ela qual for ou o nome que queiram dar.
   "Umbanda é a manifestação do espírito para a caridade". Foi assim que o Caboclo  das Sete Encruzilhada a definiu na segunta manifestação em novembro de 1908.
   A Umbanda, como religião, tem por finalidade primordial despertar anseios de espiritualidade na criatura humana. Para que este despertar se faça, torna-se necessário um permanente estado de religiosidade, onde a vivência é baseada na caridade, compreensão e plena sensebilidade, para tudo e todos que nos cercam e compõem a humanidade. Como a Umbanda é alicerçada na caridade e entende-se que esta é doação, acredito e prego que tudo o que de graça é recebido, de graça deve ser doado. Saliento, ainda, uma das recomendações do fundador da religião, Caboclo das Sete Encruzilhada; "em hipótese alguma é permitido a matança de animais, seja para que fim for".
   Muitas pessoas, por total desconhecimento dos aspectos mais profundos da Umbanda, cismam em dizer que ela se trata, tal qual o candomblé, o batuque, de uma religião oriunda da África; outros, afirmam que a Umbanda é uma mistura desconexa de religiões. Digo, aos que não sabem que a Umbanda não é praticada na África. Para esclarecimento de dúvidas, sugiro a leitura das obras dos autores Nina Rodrigues-Os africanos no Brasil, e João do Rio- As religiões do Rio.
   É obvio que esses pesquizadores encontrariam a palavra Umbanda ou mesmo uma variação dela dentro destes cultos de  nação africana e não deixariam de registrá-las, uma vez que se tratam de termos ligados a processos religiosos e que jamais passariam em branco nas mãos de pesquisador zeloso.
   A Umbanda é uma religião espiritualista que coordena a comunicação entre os espíritos  do astral superior e o campo material onde vive o homem. O médium é o medianeiro nas comunicações com as entidade, recebendo suas vibrações extraterrenas no campo espiritual. O exercício da mediunidade exige muito sacrifício pessoal e a obsevação de normas corretas, de modo a permitir uma boa vibração, criando uma afinidade com o espírito-guia.
   Exige-se do médium o estudo de suas possibilidades, perseverança, boa disposição de ânimo e, acima de tudo, honestidade e desprendimento para, através da renúncia, harmonizar-se com o guia. Cada médium possui características próprias que são aproveitadas e dirigidas pelo guia quando incorporado.
   Gostaria de frisar que harmonização é estar no mesmo pensamento, direcionado para o mesmo pensamento...

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